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Janeiro também é dos professores: pausa, respiro e um novo começar

Janeiro tem cheiro de caderno novo, mas também tem cheiro de descanso. Enquanto muitos imaginam que a escola “para” nas férias, a gente sabe que, por trás dos portões fechados, existe um professor tentando fazer algo que parece simples, mas é raro: se reconectar consigo mesmo.

Talvez você esteja lendo este texto com uma xícara de café ao lado, o planner aberto e uma mistura de alívio e ansiedade no peito. Alívio por ter sobrevivido a mais um ano intenso. Ansiedade por já pensar em tudo o que vem pela frente: novos alunos, novas turmas, novas demandas, a pressão por resultados, as expectativas da coordenação, dos pais, da sociedade… e as suas próprias.

Mas e se, neste janeiro, você se permitisse algo diferente?
E se, antes de pensar em projetos, cronogramas e planejamentos, você pensasse em você como pessoa, e não apenas como “professor”?

Férias não são só um intervalo entre um ano letivo e outro. Férias são um espaço simbólico para reorganizar a cabeça e o coração. É tempo de lembrar por que você escolheu ensinar, e não apenas o que você precisa ensinar.

Talvez isso aconteça em detalhes simples:
– ao caminhar sem pressa,
– ao retomar um hobby que você deixou de lado,
– ao ler um livro que não é “didático”,
– ao brincar com os seus filhos, sobrinhos ou pets,
– ao conversar consigo mesmo sobre o que você não quer repetir no ano que vem.

A tecnologia, a robótica, o pensamento computacional… tudo isso faz MUITO sentido para o futuro da educação. Mas nada disso funciona de verdade se o professor estiver no automático, esgotado e distante de si. Antes de qualquer plataforma, kit ou recurso, existe um ser humano na frente da turma, com histórias, medos, sonhos e limites.

Por isso, em vez de falar de metodologias logo de cara, a provocação deste texto é outra:
Que tal usar janeiro para se escutar?

Pergunte a si mesmo:
– O que me fez brilhar o olho em sala de aula no último ano?
– Em quais momentos eu me senti vivo ao ensinar?
– O que me cansou demais e eu não quero carregar igual para o próximo ciclo?
– O que posso simplificar?
– Que tipo de experiência eu gostaria de proporcionar aos meus alunos que ainda não tive coragem de tentar?

Talvez a resposta envolva testar atividades mais práticas, mexer com robôs, explorar projetos que permitam que a turma coloque a mão na massa, erre, acerte, crie. Talvez envolva pedir mais ajuda, dividir responsabilidades, dizer “não” a algumas demandas que te sufocam. Talvez envolva tudo isso junto.

Aqui na Didatech, a gente acredita que nenhuma tecnologia substitui o vínculo. Ela só potencializa. Janeiro é o momento perfeito para lembrar disso. Antes de pensar no “como” ensinar com recursos inovadores, vale lembrar o “por quê” você escolheu estar do lado de lá da mesa.

Então, se você puder, faça um combinado consigo mesmo: neste mês, olhe para você com o mesmo carinho e atenção que você dedica aos alunos durante o ano todo. O resto – metodologias, ferramentas, projetos – a gente constrói junto, passo a passo.

Porque um professor que se permite respirar, sentir e se reconectar também ensina, sem perceber, a lição mais importante de todas: a de que aprender é um caminho que começa dentro da gente.